Siga a movimentação do mercado financeiro, análises de especialistas e os principais destaques econômicos que podem influenciar seus investimentos
"O cenário se mantém. A expectativa de curto prazo é em relação ao conflito no Oriente Médio [Síria]. Tenho a perspectiva de uma ação americana pequena, apenas para o mundo não dizer que os EUA não fizeram nada", diz Leandro Ruschel, diretor da consultoria Leandro & Stormer
"Internamente, a situação econômica é negativa, com o governo descuidando das contas públicas e adotando medidas ineficazes. Lá fora, os EUA disseram que querem começar a retirar os estímulos. Isso pressionou principalmente os emergentes, como o Brasil, diminuindo os dólares por aqui, o que aumentou a inflação e forçou o Banco Central a voltar a subir o juro básico (taxa Selic)", diz Leandro Ruschel, diretor da consultoria Leandro & Stormer
"O fato de o mercado estar praticamente parado hoje é porque não houve nenhuma surpresa no dia. O cenário continua complexo. Tivemos muitos fatores que adicionaram pressão negativa no mercado, tanto interna quanto externamente", diz Leandro Ruschel, diretor da consultoria Leandro & Stormer
"A dívida que o grupo EBX tem é muito significativa. A venda de 177,2 milhões de ações da petroleira OGX pelo Eike Batista, anunciada hoje pela companhia, a princípio não traz alívio algum. O dinheiro vai para o Eike enquanto pessoa física, não sabemos o que ele pode fazer com ele. É diferente quanto se vende um ativo de uma empresa, por exemplo. Nesse caso, estamos falando de dinheiro que entra diretamente na conta da própria empresa, o que mexe com o balanço", diz Luana Helsinger, analista do GBM (Grupo Bursatil Mexicano)
"Não teve nenhuma novidade no Livro Bege do Federal Reserve [banco central dos EUA]. A atividade econômica americana está melhorando, como já era sabido. Os estímulos são importantes para gerar mais confiança ou pelo menos para manter a confiança. Reduzí-los gradualmente vai testar o mercado no médio e longo prazo", diz Elad Revi, analista-chefe da Spinelli Corretora
Economia dos Estados Unidos expandiu-se em ritmo "modesto a moderado" na maior parte do país entre o início de julho e o fim de agosto, de acordo com o Livro Bege do Federal Reserve (banco central americano), reforçando a perspectiva de uma redução no estímulo monetário naquele país
Em Milão, o índice Ftse/Mib perdeu 1,35%, para 16.712 pontos; em Madri, o índice Ibex-35 fechou em alta de 0,53%, a 8.490 pontos; em Lisboa, o índice PSI20 subiu 0,21%, para 5.900 pontos
Em Londres, o índice Financial Times subiu 0,1%, a 6.474 pontos; em Frankfurt, o índice DAX avançou 0,19%, para 8.195 pontos; em Paris, o índice CAC-40 teve alta de 0,16%, a 3.980 pontos
Bolsas europeias fecham com ligeira alta após um pregão marcado por altas e baixas, impulsionadas por um avanço generalizado nos papéis de tecnologia dos Estados Unidos, embora as preocupações geopolíticas --como um possível ataque à Síria-- tenham evitado ganhos maiores
Nos EUA, indicador Dow Jones sobe 0,73%, a 14.942 pontos, enquanto o S&P 500 tem valorização de 0,85%, a 1.653 pontos; índice de tecnologia Nasdaq mostra ganho de 0,94%, a 3.646 pontos